O MELHOR CENTRO DE ESTUDOS EM FISIOTERAPIA DE ALAGOAS!

Você Sabia ?

Quem somos

16/05/2016

A flexibilidade para o corredor

A flexibilidade é um componente importante da aptidão física, podendo ser definida como a maior amplitude fisiológica de movimento para a execução de um gesto qualquer. O termo flexibilidade se refere tanto à elasticidade muscular quanto à mobilidade articular. Não deve ser confundida com alongamento que é a capacidade de elasticidade muscular e tem forte relação com o tônus muscular.

O ganho de flexibilidade pode contribuir no desempenho e na técnica esportiva melhorando os padrões técnicos de movimento da corrida. No treinamento de um corredor, quanto mais alta for a exigência de performance, mais atenção deverá ser dada à flexibilidade. Porém, o que observo é que quanto mais o corredor aumenta seu volume e intensidade de treino menor é sua dedicação aos exercícios de flexibilidade. Esse comportamento dificulta o desempenho e pode induzir lesões em músculos, tendões e articulações. Vamos entender um pouco mais.

O TÔNUS MUSCULAR

O tônus muscular é uma estado de tensão permanente (leve contração) dos músculos, mesmo em momentos de repouso. Essa leve tensão permanente permite iniciar a contração rapidamente após o comando dos centros nervosos. Nos músculos responsáveis pela manutenção postural, o tônus é fundamental na luta contra a gravidade. Nos permite assumir e manter posições como ficar em pé ou sentado.

Temos então um conjunto de músculos que tem como função primordial a ação antigravitacional e vai usar a regulação do tônus muscular para exercer sua função. Esses músculos são chamados de músculos estáticos e nos garante a estabilidade e o controle do equilíbrio espacial através de ajustamentos posturais permanentes para reequilibrar-nos e manter nossa linha de gravidade no meio dos dois pés.

A grande questão é que esses freios ativos, os músculos estáticos, nunca se relaxam. Isto condiciona toda nossa patologia muscular. Os dinâmicos podem relaxar-se completamente por falta de atividade desportiva, o que acontece com os abdominais por exemplo. Os estáticos (músculos espinhais, posteriores de coxa, perna e planta dos pés), como estão sempre em atividade são sobrecarregados e evoluem para o excesso de tônus, a rigidez e o encurtamento.

Vimos então que nossa tendência natural é a rigidez e o encurtamento. Uma tendência constante de perda de flexibilidade. Em condições normais os fatores que modulam essa tendência são os hábitos de vida, os hábitos esportivos e a característica genética. As consequências naturais da rigidez e encurtamento muscular são cargas aumentadas nas articulações e tensão elevada nos tendões. Há uma relação estreita entre rigidez muscular e lesões em articulações e tendões.

COMO GANHAR FLEXIBILIDADE

A melhor forma de conquistar a flexibilidade é através dos exercícios de alongamento muscular. Esses exercícios promovem 2 efeitos importantíssimos para a flexibilidade: 1.redução do tônus muscular e 2. elasticidade do tecido conjuntivo muscular. Esses exercícios não devem ser feitos nos dias de treino de corrida. São sessões específicas com o objetivo de ganho de flexibilidade e não devem ser confundidos com os alongamentos feitos antes da corrida.

Antes de iniciar seu treino de corrida os alongamentos devem ser feitos de forma suave e servem apenas para soltarem o corpo e se integram a outros exercícios leves para aquecimento e preparação para correr. Muitos preparadores optam por não fazer os alongamentos e capricharem em exercícios calistênicos que também contribuem para soltarem o corpo. O que deve ser avaliado também é a percepção de bem estar de cada corredor. Para alguns, o alongamento antes da corrida é essencial para que se sintam bem, para outros, é dispensável.

 VEJA 3 EXEPMPLOS DE EXERCÍCIOS PARA GANHAR FLEXIBILIDADE

Faça esses 3 exercícios com o corpo frio, antes da realização de qualquer outro.

Exercício 1:  Alongamento da cadeia posterior unilateral

A-flexibilidade-para-o-corredor_post2

Deitado, mantenha o membro inferior esquerdo com quadril e joelho flexionados e o pé apoiado na superfície. Coloque o quadril direito a 90°com o tronco fixando essa posição com as mãos por trás do joelho e puxe o dorso do pé na sua direção. Lentamente estenda o joelho até sentir a região posterior da coxa ou do joelho esticar. Mantenha a posição.

Exercício 2:     Alongamento da cadeia posterior bilateral com contração de adutores

A-flexibilidade-para-o-corredor_post3

Deitado, apoie bem o sacro na superfície mantendo os quadris a 90°. Puxe o dorso dos pés o máximo possível e estenda os joelhos lentamente até sentir a região posterior das coxas ou joelhos esticarem. Aperte uma bola ou almofada entre os tornozelos firmemente sem relaxar e mantenha a posição.

Exercício 3:     Alongamento da cadeia posterior em pé

A-flexibilidade-para-o-corredor_post4

De pé, flexione levemente os joelhos e incline o tronco para frente com as mãos levemente apoiadas numa mesa e braços totalmente esticados. Mantenha o tronco ereto enquanto posiciona o sacro para cima. Tente estender os joelhos até sentir a região posterior das coxas ou joelhos esticando. Tente esticar o máximo possível seus braços e mantenha a posição.

Fonte: inteligenciamotora